quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Reaprender a viver

Por que tomei a decisão de reaprender a viver? Porque descobri que não estava vivendo como ansiava viver. Estava perdendo o foco depois de quase 20 anos em um caminho de desenvolvimento espiritual. Fui conduzido lentamente a essa surpreendente constatação, até ser desafiado publicamente.  Pode parecer forte assumir isso, mas é este o meu propósito não para 2013, mas para toda vida. Preciso realizar mudanças mais profundas que afetam diretamente o meu dia-a-dia, os meus pensamentos, a relação com meus semelhantes e a minha própria vida. Mas como assim reaprender a viver? perguntou-me uma amiga. Isso não significa que até agora vivi errado, mas que posso orientar a minha vida para uma dimensão que vai além da sobrevivência diária. Eu estou partindo para fora do conhecido, seguro e confortável.
Estou mais atento aos meus pensamentos e ações. Falar agora requer uma responsabilidade única, assim como os jugamentos que faço. Estava julgando o meu semelhante de forma implacável e cruel, exigindo secretamente que agissem segundo meus interesses. E os ressentimentos cimentavam os julgamentos, para piorar.
Tem sido difícil para mim assumir que preciso reaprender a viver. Esse aprendizado tão simples, tira o foco de minha vida pessoal e aponta para minha vida espiritual.
Por que raios eu assumi essa ideia amalucada para muitos? Porque decidi me comprometer e aí, ferrou. Não pensei que fosse levar tão a sério este desafio pessoal. Por isso, estou tão angustiado e assustado, mas não passa pela minha cabeça desistir.
Não tem sido fácil perceber que continuo convivendo com o meu orgulho, que se disfarça o tempo todo, como se quisesse passar sem ser notado. Esse orgulho trás consigo muitos outros defeitos que reconheço, mas que não havia assumido para mim mesmo. Foi forte assumir que ainda me alimento de ressentimentos antigos, que se manifestam quando estou sozinho. O meu pensar é ressentido, pois ainda se prende ao passado que não tem a menor importância, ou pelo menos, não deveria ter. 
Sou um homem orgulhoso e ressentido. Orgulhoso pelo que sou e conquistei e ressentido, pelas injustiças que fui vítima e pelo amor desperdiçado. Está tudo errado! Para que me serve o orgulho? O que "conquistei" nunca foi meu, o que sou está em contínuo processo de mudança e as injustiças me fortaleceram. Quanto ao amor, eu fui egoísta por esperar uma retribuição, assim ele perdeu o seu sentido.
Aprendi a me defender da vida sendo indiferente, mas a indiferença não foi capaz de evitar o ressentimento. Não consigo ser indiferente, sou passional, mas já fui pior.
Acho que só não "piro" por causa da esperança. Essa esperança que tenho comigo, cresce proporcionalmente aos meus desafios e nem de sombra dá sinais de fraqueza. Deve ser por isso que até hoje a vida não me derrubou com suas rasteiras. Deus tem me protegido em seus braços e quando ameaço cair, sou amparado.
O que importa é reconhecer que tenho feitos progressos reais. Estou colocando em prática o que guardava em meu coração no meu dia-a-dia e não apenas em momentos especiais.
Hoje mesmo consegui me superar diante de um desafio onde eu tinha tudo, inclusive o direito, de explodir. E acredite não o fiz. Estou aprendendo que muitos dos semelhantes que convivo precisam de mais compreensão do que poderia supor, mas mantendo meus pontos de vista. Vejo que posso ser flexível e deixando evidente que pontos finais são necessários para se prosseguir.
E o que tenho pela frente? Um baita desafio e a carinha da esperança sorrindo para mim e dizendo...VAI!

Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

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Petrópolis, Rio de Janeiro, Brazil
Um professor com alma de aluno.