terça-feira, 28 de julho de 2009

Ahhhhh! Que felicidade!

Para os orientais é um estado de contemplação absoluta diante da vida. Um momento especial, quando sentimos a presença de Deus e seus propósitos.
Já os ocidentais, sentem a felicidade quando demonstram afeto e amor ao próximo. É um amor espontâneo e incondicional, sem limites, reservas ou cobranças. Apesar dos conceitos parecerem diferentes eles se complementam. Demonstrações de amor nos aproximam do dom maior recebemos de DEUS: a capacidade de amar.
Quando percebemos isso em nossas vidas passamos a sentir e a reconhecer a presença divina dentro de nós.
Essa atitude nos dá um olhar mais sensível diante do mundo e todos ao nosso redor.
Escritores, cientistas, religiosos, homens comuns já tentaram encontrar uma definição para a felicidade. Todas essas versões se reunidas, podem mostrar o quanto é amplo e diferenciado o significado da felicidade ao longo de uma vida e ao da história da humanidade.
Correr atrás da felicidade é sair perdendo de imediato. Ela não se esconde por aí como muitos pensam. Ela precisa ser construída aos poucos, ao longo de uma vida inteira. E para que possamos usufruir desses momentos felizes, temos que nos defrontar com outros sentimentos não tão nobres.
Eu acredito que o que me torna feliz hoje, pode não me fazer feliz amanhã. À medida que vivo, vou agregando qualidade ao meu viver. Isso inclui envolver-me em pensamentos e ações coerentes que me completem e sejam capazes de ampliar as chances de viver mais intensamente os momentos de felicidade. Não tenho a pretensão de viver 24 horas feliz. Acho que acabaria entediado e enrugado.
Eu creio que o diferencial não está em buscar a felicidade, mas procurar prolongar ao máximo a sensação de felicidade quando ela acontece, identificando os fatores que a trouxeram. Essa estratégia é viável e possível para qualquer um.
Uma boa sugestão é substituir as lembranças desagradáveis por lembranças felizes. Por que é fácil recordar a dor? Porque estamos presentes. E por que esquecemos os momentos felizes? Porque a maioria crê que a felicidade independe de nós mesmos.
Aproveite a vida e contabilize as experiências legais, repletas de significado que nos deparamos diariamente. Seja generoso, agradecido e compartilhe esses sentimentos!
Estou perdendo as minhas mágoas. Não consigo mais me lembrar em que gaveta ou arquivo guardei a maioria delas. É como se eu as tivesse guardado tão bem, que agora não consigo mais encontrá-las. Longe de me desesperar, vejo que é possível viver sem elas e mais feliz.
Estou esquecendo, aprendendo a perdoar e me liberando de um peso que não me faz nenhum bem. Olho com compaixão (um sentimento novo para mim) a todos que me magoaram e sinto-me renovado diante da mudança que se processa em minha alma.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Bem feito!

Passei uma manhã divertida. Dei boas gargalhadas como há tempos não fazia. Cheguei até a chorar e sentir dor de barriga. Não pense que assisti uma comédia ou fiquei ouvindo boas piadas. Na verdade, fui assumir a primeira multa de trânsito depois de 21 anos ao volante.
Parei dia desses na única vaga disponível, próximo da feira que costumo fazer quase todos os sábados. A placa indicava que era exclusiva para deficiente físico. Mas mesmo assim, decidi parar, contrariando as leis de trânsito, cidadania e bom senso. Resultado, tomei uma merecida multa. Foi uma infração leve e acho que dois ou três pontos na carteira.
Ao chegar de volta ao carro, carregando duas enormes sacas cheias de frutas, verduras e legumes, não acreditei. Eu havia sido multado. Quando pensei em esbravejar, pensei duas vezes e lembrei-me do que falo para minha filha, quando se nega a me ouvir: BEM FEITO!
Guardei as compras na mala, tirei envergonhado a multa do vidro dianteiro e fui para casa.
Após alguns dias, chegou a multa no nome da minha esposa! Esclareci o mau entendido, tirei dela a responsabilidade da multa e lá fui eu assistir aulas no Detran, expurgando e assumindo o meu erro.
Cheguei pontualmente às 9:00 horas e lá fiquei com mais 15 infratores-pecadores. Eram jovens, adultos e idosos. A professora extremamente simpática e segura, apontou falhas comuns dos motoristas. Colocou o quanto padece por ser uma mulher ao volante, nos deixando muito a vontade para que cada um pudesse relatar suas dificuldades pessoais na direção.
Nos abrimos com muita sinceridade diante dos fatos. Por que negar o óbvio? Estávamos todos ali para aprender ou reaprender, como queira. Os depoimentos convergiram para um ponto comum: por que os pedestres não são orientados pelos guardas de trânsito para agirem com maior responsabilidade e segurança? Discutimos sobre o cáos dos transportes urbanos, do descontrole emocional diante do acelerador, da agressividade latente em cada um de nós, dentre outras.
Fomos colocados em dupla, frente a frente e recebemos um papel com conceitos que deveriam ser empregados no dia-a-dia do trânsito, por exemplo: bom senso, paciência, empatia, equilíbrio, etc. Depois cada dupla se posicionava. As colocações foram excelentes. Aprendi pois validei a todos que estavam ali. Mas quando a dupla do equilíbrio se manifestou, foram demais! A dupla explodiu literalmente. Assumiram seu desequilíbrio e falaram tudo que faziam no trânsito há anos com uma coragem e tanto. Morremos de rir, rimos muito, pois todos secretamente gostariam de ter feito o que fizeram. Não colocaram a vida de ninguém em risco (pelo menos foi o que me pareceu), mas aquela de meter a mão na buzina da Scania para acordar a idosa que distraidamente atravessava a rua foi demais! Pior foi ouvir que a senhora usou um dedo apenas para revidar, chamando para a briga. Ainda teve o caso da pedestre que esculhambou o filho motoqueiro sem reconhece-lo por causa do capacete, etc.
Foi uma manhã surpreendente, mas posso garantir: nunca mais vou parar na vaga de um deficiente físico. Aliás, eu não preciso mesmo, graças a Deus.

domingo, 19 de julho de 2009

Fragilizei minhas energias

Os últimos dias foram difíceis. Fragilizei minhas energias, o que permitiu que um forte resfriado se estabelecesse. Além disso, fui muito exigido profissionalmente, à medida que as dores e calafrios tomavam o meu corpo. Lutei contra uma letargia perigosa, que aliada ao cansaço do fim de bimestre, por pouco não me derrubou.
Agora o pior já passou. Estou me recuperando fisicamente, mas sinto-me fragilizado emocionalmente. Não sei se de uma hora para outra tornei-me frágil diante da vida ou a vida mostrou-se traiçoeira com suas mazelas, mais forte do que eu. Tenho a sensação evidente que não estou preparado para fazer sacrifícios que esgotem a minha energia vital. Não preciso ficar me justificando para ninguém, a não ser para mim mesmo. Não preciso mostrar-me melhor ou mais preparado que qualquer um. Não preciso ter lido todos os autores mais importantes do momento. Pouco me importa o que estão esperando de mim. Não estou nem um pouco preocupado em ser reconhecido pelo meu empenho, pois já me reconheço. Não me satisfaz viver dessa forma, mas fui levado nos últimos dias a testar meus limites físicos e olha, foi uma experiência que não quero viver mais, nunca mais.
Já tenho uma vida com propósitos bem maiores! Tenho uma vida cheia de pequenos milagres, que se forem somados, deixam claro o quanto é forte o Deus que creio. Agradeço diariamente tudo o que vivi para ser o que sou hoje. Sinto-me capaz em assumir uma postura ativa diante da vida e reconheço o bem que a liberdade de pensar me traz.
Não quero voltar ao passado. Não preciso agir como agia. Não preciso conviver com quem não faz parte do meu mundo. Sinto-me liberto para agir do jeito que quero e penso, para ir de encontro ao que pretendo tornar-me.
Não tenho grandes pretensões materiais de agora em diante, pois voltei meu olhar para minhas ambições espirituais. Sinto que tenho pouco tempo e não irei desperdiçá-lo. Naturalmente não vou sair correndo por ai. O desenvolvimento espiritual a que vou de encontro não acontecerá como o minha evolução material. Ele acontece devagar, com passos lentos, firmes e largos. Você já tentou correr com grandes passadas? Além de ficar esquisito, acabará caindo.
Hoje tive um dia de tristezas. Chorei todas as vezes, mas sei que isso passa rápido. Talvez tenha sido pelo domingo cinzento ou por ter ficado metade do dia sozinho em casa. Meditei e tive uma resposta forte ao que sentia. Agora, mais sereno e tranquilo, apesar de ainda sozinho, avalio com mais coragem o que tenho pela frente.
Fico muito abalado quando percebo a insensatez humana. Me dói comprovar que o vazio emocional de uma criança continua a se ampliar na adolescência, e que outras pessoas ainda não se deram conta do quanto precisam mudar, para o benefício de si próprias e dos outros.
Fiquei pensando, fazendo projeções futuras e fiquei angustiado e sem esperança. Mais uma vez percebo que só posso viver a minha vida. Cada um terá que conviver com seus avanços e retrocessos ao longo da vida, e sobreviver a isso. Por mais que eu quisesse escrever uma nova história para as pessoas que convivo, sei que não posso fazer nada. Ao mesmo tempo, lembro-me dos "dias de trovão" que vivi em minha vida e posso dizer com orgulho: se eu fui capaz de sobreviver, certamente, estes serão. Já plantamos muitas sementes, e estou certo que irão brotar cedo ou tarde, mesmo que não consiga ver a flor e o fruto surgidos daquele pequeno grão.

Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

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Petrópolis, Rio de Janeiro, Brazil
Um professor com alma de aluno.