segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Muito obrigado, de coração!

Depois de um longo jejum, estou retornando ao meu velho blog. Não andei sem vontade de escrever, pois a inspiração sempre se manifesta. Mas ultimamente ela tem se manifestado nos momentos em que estou longe de um teclado e a saída é usar as palavras de outra maneira, verbalizando o que sinto. Na verdade eu sinto muito pelos desencontros,  pelos desequilíbrios, pelos laços rompidos, pelas decepções, pelas oportunidades que foram perdidas e um outro montão de situações que poderiam ter tido um final diferente. Mas essa lamentação dura apenas 48 horas. Eu não tenho paciência para sofrer, prefiro assumir a postura realista, passando a ter um olhar otimista e cheio de esperança.
Não temos o mundo que idealizamos assim como as relações que esperávamos. Mas e daí? Não vale a pena sofrer por um mundo que irá nos desafiar sempre e irá nos colocar contra a parede muitas vezes, deixando a mostra toda nossa fragilidade, até que possamos enfrentar a vida com coragem novamente.
Se você olhar ao redor, os motivos para prosseguir são muitos.
Mais um Natal vem chegando suavemente. Estou fora desse turbilhão consumista do comércio, da necessidade/ansiedade de resolver tudo que não foi resolvido em poucos dias, dos atropelos e desgastes sem sentido das relações humanas.
Celebrar o Natal é diferente para mim. Este é o período de recarregar baterias e não de arriá-las completamente. Não aos excessos e desperdícios. Sim aos encontros e aprendizados.
Esta será a minha 50a. edição da festividade mais tocante para mim. Não idealizo nada especial, apenas um momento de encontro com as pessoas que amo. É o momento de olhar nos olhos, de abraços longos daqueles que nos fazem sentir o coração do outro. De agradecer a Deus por tudo e mais um pouco. De expandir a compaixão e de começar a perdoar a si mesmo.
Pouco importam os presentes e a fartura da ceia natalina. Importam as pessoas. Importa o diálogo sincero em meio a um cafezinho cheiroso. Importam as músicas de Natal ecoando pela sala, seja no velho LP ou no Blue Ray. Importa o sabor das frutas da estação. Importa a alegria das crianças e o brilho de seus olhos, que muito me emociona. Sempre que me olho no espelho me pergunto: onde será que foi parar o brilho de meus olhos? Mas o que importa? Vejo-me refletido em minha filha e isso me basta.
Eu finalmente relaxo depois de mais um ano repleto de muito trabalho. O Natal me revigora e traz a expectativa da esperança renovada.
Acredito em mudanças da mesma forma que acredito na presença divina que as impulsiona. Sou hoje melhor do que era ontem, e serei melhor amanhã do que sou hoje. Só quem vive intensamente sabe. Tanto a dor como a alegria são privilégios únicos para nós, seres humanos. Esses sentimentos nos igualam, nos nivelam e mostram o quanto somos semelhantes. Por isso, acredito no contínuo renascimento, seja agora no Natal ou em outra data qualquer.
Sinto-me motivado a contribuir para a construção de um novo mundo, que vive a se atualizar. Os momentos de detenção estão muito presentes em minha vida, e só Deus sabe o que ele tem feito por mim, pela minha vida. Me orgulho e agradeço pela vida que me foi ofertada, aliás, toda vida merecia um biografia que pudesse ser publicada. Imagine a quantidade de experiências que cada pessoa traz ao longo de uma vida! Imagine se pudéssemos partilhar tudo isso!
Por isso, a vida que temos passa a ter um valor que ultrapassa as conquistas materiais, passa longe de necessidades fúteis. Ela nos presenteia com a possibilidade única de explorá-la em todas as suas nuances. É assim que agregamos significado e valor a tudo e a todos que nos rodeiam. Vai além do que podemos ver e ouvir. Viver com transcendência nos tempos atuais é urgente, assim como renovar a esperança diariamente. Pense sempre em expandir a sua consciência. Ela te mostrará um mundo novo e repleto de possibilidades para concretizar.
Pessoas partem, amigos chegam e continuamos vivendo gloriosamente até o nosso encontro final.
Estou certo que teremos errado e aprendido muito, mas os acertos sempre serão maiores após os erros. E quer saber, essa contabilidade pouco importa agora. O que vale mesmo é acreditar que a sua vida foi feita sob medida para você. Ela vai te tornar um ser melhor, se você assim desejar. E se a barra pesar, exercite a sua fé. Olhe para um céu estrelado e peça a mão, o colo, o abraço, o afago, daquele misericordioso Pai que nunca nos faltará. Feliz Natal para todos que me seguem e perseguem neste blog! Muito obrigado de coração.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Apple

Esta é do Steve Jobs o criador da Apple:

"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração."

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nada a declarar, a não ser o desejo ardente de viver!

Nada a declarar, a não ser o desejo ardente de viver. Pela primeira vez inicio um post pelo título. Os últimos dias tem sido muito difíceis. Os encontros tornaram-se desencontros, os riscos cresceram assustadoramente e as relações parecem viver um estresse sem sentido. Vejo e sinto com muita clareza o mundo que está ao meu redor e as pessoas inseridas nele, suas imensas limitações pessoais, seus conflitos internos aflorando e suas dificuldades no convívio com o mundo.
Não estou assistindo passivamente o mundo pela janela, até porque passo também por mudanças, mas que estão sendo bem aproveitadas. Setembro sempre será desafiador. É o mês de grandes transformações e confrontações. Aquilo que precisa ser mudado definitivamente acontece agora. Por isso, não luto contra a correnteza, mas me deixo levar por ela. Essa é uma estratégia que me permite somar forças para sair do turbilhão, quando tiver oportunidade, inteiro e fortalecido e não mais devastado emocionalmente. Aprendi com a experiência que ceder é ser mais forte do que resistir inutilmente.
Também aprendi que não existe o controle absoluto, como não vou permitir ser controlado ou me submeter a ninguém. 
Todos nós vivemos momentos complexos, extremos, mas não tenho o direito de ferir as pessoas, fazendo julgamentos precipitados e levianos, perdendo a valiosa oportunidade de ouvir as partes envolvidas e pior de tudo, demonstrar que a lucidez  se perdeu ao longo do caminho. Eu sei que tem horas que parece existir uma conspiração do destino, mas eu não posso sair atirando no primeiro que encontrar no caminho. Esse pode ser aquele que vai te dar a mão.
Preciso estar junto de pessoas que acrescentam à vida, que estejam desapegadas de preconceitos ultrapassados ou de vaidades tolas. Eu convivo com muitas pessoas diferentes de mim, mas não consigo aprofundar uma amizade, quando nossas essencias não se misturam.
É importante partilhar a vida do outro sem cobranças, pois ela aniquilam a espontaneidade. Como é bom "jogar conversa fora" com pessoas que sabem cativar com um delicioso sorriso e um olhar amoroso. Por isso, adoro olhar dentro dos olhos e captar todo tipo sensação que o outro estiver transmitindo. Sou um observador com uma sensibilidade apurada e consigo ver um pouco além do que uma mera imagem.
Diante disso tudo que acabei de escrever, queria apenas dizer para todos aqueles que acompanham este blog, para que não desistam das coisas simples que a vida nos oferta continuamente. Não basta agradecer a Deus diariamente o que se tem, mas o que somos. Sentir orgulho de nosso passado, de nossa história de vida é importante, mas não fará sentido se não usarmos toda a experiência obtida para nos tornarmos melhores. 
Fazer escolhas torna-se cada vez mais necessário, assim como rever prioridades. Sinto que temos que desatar nós para prosseguir, romper paradigmas com rapidez. O mundo que nos aguarda é melhor do que o que temos hoje e com a grande vantagem que não precisamos morrer para vivenciá-lo. Ele sempre esteve junto de nós, bastando apenas trabalhar o desapego em todos os níveis, daquilo que realmente não nos fará falta amanhã. O que teremos que renunciar então? Cada um de nós sabe com exatidão o que fazer. Assim, nos tornaremos melhores e o mundo onde estamos também.
Reconheço a belíssima complexidade dos seres humanos, por isso as semelhanças e diferenças são tão enriquecedoras para mim.  Mas essa complexidade só fará sentido, se ela estiver apoiada em um autêntico sentimento de amar com respeito e viver ardentemente.




sábado, 20 de agosto de 2011

A dor é inevitável, mas o sofrimento, uma opção

É admirável conviver com pessoas transparentes no agir e sentir, que buscam alternativas diante dos impasses e pontos comuns quando as divergências emergem. E melhor ainda quando possuem coragem para assumir falhas, dificuldades e fragilidades. Como eu aprendo com esse tipo especial de ser humano!
Deve ser por isso que existem relações de amor e de amizade que conseguem romper fronteiras do tempo e do espaço. A habilidade de construir pontes e derrubar muros deveria ser nosso objetivo final, mas poucos conseguem agir dessa forma.
Tenho me esforçado para não fazer julgamentos precipitados. Assim, coloco-me sempre no lugar do outro. Ao mudar de perspectiva, aprendo a ser mais complacente e exercito a compaixão. Quanto mais você praticar, mais irá reconhecer o sentido de humanidade e pertencimento que conecta e une todas as pessoas (almas), me disseram. 
Aprendo a ser menos rigoroso e exigente com o mundo e comigo mesmo. Sou agora menos pretensioso e mais compreensivo. Aprendi a conviver com meus limites físicos e emocionais. E sinto que não preciso exigir tanto da vida para viver com dignidade e prazer.
Descobri o poder da liberdade e da renúncia ao abrir mão de sentimentos ultrapassados e tolos, que não possuem mais qualquer significado. Isso tem aberto espaço para novas conquistas e alarga meus horizontes, que hoje são múltiplos.
Reconhecer semelhanças é melhor do que apontar diferenças, pois cria uma forte identidade de participação com o mundo, dá uma noção clara de engajamento social, ao mesmo tempo, que me permite ser seletivo em relação ao que realmente me é essencial para continuar vivendo.
Dia desses ouvi a seguinte frase: "A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional". Fiquei pensativo por muitos dias. Constatei que sofri sem necessidade. Havia um excesso emocional diante das dificuldades que enfrentava e que deixava um saldo negativo de ressentimentos. Sofri pela minha imaturidade diante daquilo que não sabia/podia mudar. Sofri, pois não via o sofrimento como um caminho para a expansão da consciência. Permiti ao sofrimento ganhar uma dimensão que poderia ter comprometido o meu futuro. Sofri, mas não deixei que meu coração endurecesse. Mal sei como sobrevivi a tantos desafios. Eu sabia que todas as dores teriam fim, mas me faltava fé para acreditar.
Hoje faço diferente. Me esforço para manter sob controle meus pensamentos e sentimentos. Esforço-me para fazer escolhas sensatas e  dar a dimensão real e importância ao "sofrimento" que me cabe. Sofrer por sofrer perdeu a sua graça. Sofrer agora é uma opção, pois o tempo é curto para ficar "perdendo tempo" diante daquilo que a vida nos reserva. Posso dizer que abraço as dores que tenho vivido. Essas dores se tornaram grandes aliadas para o meu amadurecimento.
Na agilidade do mundo, perdemos parâmetros e mal temos tempo para transformar nossas dores em aprendizado, por isso, me detenho diante de um quadro ou situação de aparente caos. Conto sempre de 1 até 10, respiro fundo e assumo o controle sobre mim mesmo.
A resposta que obtenho é ver com  verdadeira dimensão, o que se passa comigo diante de uma situação limite e melhor ainda, é poder vislumbrar o tamanho do desafio, e Deus sabe como, aprender com ele. Esse aprendizado decorre da expansão contínua de minha consciência e de minha capacidade de amar. Encontrei o meu caminho para continuar vivendo com propósitos verdadeiros. Só preciso provar que posso ser melhor a cada dia, mas ninguém precisa saber. É um esforço silencioso, um voto perpétuo que me conduz até onde Deus quer que eu chegue.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Tamanho das Pessoas

O Tamanho das Pessoas
Variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.
É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:
A amizade,
O respeito,
O carinho,
O zelo,
E até mesmo o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.
Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.
Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.
O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...
...é a sua sensibilidade, sem tamanho...

William Shakespeare

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Ele sabe melhor do que eu até onde posso chegar

Redescobrir vocações é um privilégio sem igual. Privilégio de me sentir diferente do meu entorno e ao mesmo tempo tão semelhante. Sou uma parte que se integra ao todo e por isso, sinto-me protegido e tão humano.
Tenho observado a vida e procurado viver com intensidade, sem excessos emocionais ou racionalidade exagerada. Tenho aberto meus olhos e meu coração dispara diante no novo mundo que se descortina aos poucos em minha frente. Revejo prioridades continuamente e me surpreendo com o quanto tenho me transformado. Por vezes, não me reconheço ao tomar atitudes tão desprendidas, diante de velhos desafios.
Gosto de desafios e de ser desafiado. Por vezes, até desafino, mas logo encontro o tom. Por vezes, perco as palavras, mas não o sentido que elas possuem. Choro com menos frequencia, mas as lágrimas nunca secam e sempre estão prontas a cumprir a sua missão final, que é deixar minha alma mais leve. Todos que costumam se emocionar sabem do que estou escrevendo. Ao chorar deixamos transparecer o que somos verdadeiramente. Pode ser de tristeza ou angústia, mas é bem melhor quando é de felicidade. Agradecer o que somos hoje é a certeza de que não vivemos em vão.
Agora há pouco lamentava os desencontros que acontecem na vida. Hoje próximos, amanhã distantes. 
Sinto pelas possibilidades que não foram aproveitadas ou as promessas que não foram cumpridas. Ainda acredito que a vida pode ter um final feliz. Isso inclui os relacionamentos humanos e a relação com a vida em si. Portanto, é fundamental expandir nossa consciência em todas as direções, diante das grandes transformações que estão para acontecer.
Por que subtrair é mais fácil que somar? Por que romper é mais comum que conciliar? Por que o tempo é curto para se cumprir o que um dia nos comprometemos?
Diante de tantas perguntas, ouso dizer que já tenho as minhas respostas, mesmo sabendo que estou buscando respostas para novos questionamentos.
Me esforço para não perder oportunidades quando me deparo diante delas. Mas se não puder retê-las, acredito que ainda preciso amadurecer minhas escolhas.
Muitas chances só acontecem uma vez na vida e comprovar que elas podem estar na frente de nossos olhos e mesmo assim não serem percebidas, é um gesto de coragem. Não há o que temer. Novas e melhores chances chegarão e assim, viver intensamente a vida que nos cabe, é o que melhor fazemos, usando os meios que nos foram ofertados e realizando o que nos propomos a cumprir.
Não consigo mais viver sem agregar a espiritualidade a meus dias. Acredito que somos sementes adormecidas sempre prontas para explodir e revelar o quanto podemos ser e realizar. Sinto que o caminho que sigo me estimula a descoberta de vocações. Isso está ficando cada vez mais claro e forte e não vejo a hora de concretizar muitos sonhos, acalentados há tempos.
Estou longe de acreditar que o fim possa estar próximo. Na verdade, sei que o fim não virá, pois sempre haverá o que fazer e aprender. Mas aceito como aprendizado tudo o que Deus colocar em minhas mãos. Ele sabe melhor do que eu até onde posso chegar.

sábado, 14 de maio de 2011

Sei que nada será como antes, amanhã...

...sei que nada será como antes, amanhã... cantava Milton Nascimento em uma de suas músicas que mais me marcaram na adolescência. Hoje ainda guardo dentro de mim a força da esperança que desde a minha complexa adolescência, tem me sustentado frente a tudo e a todos. Levou tempo para que eu percebesse que a esperança no amanhã, provinha de uma fé inédita.
Dia desses pensava no quanto o poder da fé pode mudar o ritmo de meus pensamentos e emoções, acalmando meu coração diante dos desafios diários. Sempre peço a Deus antes de mergulhar no dia, força para perseverar, compreender e renunciar. As meditações e orações diárias quase nunca acontecem no mesmo momento, mas me conectam com uma energia poderosa que fica difícil desconectar, diante da cumplicidade que tenho ao pedir e agradecer a Deus.
Há tempos atrás fui surpreendido logo que iniciei minhas orações dentro do ônibus em direção ao Rio. Sentou-se ao meu lado, um forte senhor, conhecido de muitas viagens. Logo após trocarmos cumprimentos, entrelacei discretamente meus dedos e iniciei minhas orações como de costume. Depois de alguns minutos, fui interpelado por meu conhecido de viagens. Ele me disse que não conseguia dormir por causa de minhas orações. Complementou dizendo que eu orava alto demais e que por causa disso sentia-se atordoado.
Sem saber o que dizer, pedi desculpas e falei que não sabia o que fazer, de uma vez que orava de olhos fechados e em profundo silêncio. Assim, teve início um diálogo inédito e revelador.
Ele me perguntou qual era a minha religião. Respondi que havia deixado de ser católico há muitos anos, mas a minha fé só se fortalecia, diante do caminho de desenvolvimento espiritual e expansão de consciência que tinha escolhido - www.cafh.org . Disse-lhe ainda que tinha muitos propósitos, mas o de ser um ser humano melhor era um dos mais atraentes. Para isso, estudava muito, estava predisposto a aprender com todas as experiências e tanto a meditação como a oração, tornaram-se instrumentos fundamentais em minha vida. Assim procurei ser o mais objetivo que pude, na tentativa de esclarecer, reparar, justificar aquela situação.
Apresentou-se como um Pai de Santo e relatou-me sobre os muitos caminhos que havia percorrido na vida. E dentre as inúmeras experiências vividas, destacou que nunca enfrentara a situação de ter seus pensamentos "atrapalhados" por uma oração.
Perguntei se ele conseguiu ouvir o que eu falava em pensamento e ele me respondeu que não, mas que era capaz de sentir que havia uma conexão forte o suficiente para atordoá-lo!
Conversamos durante todo o restante da viagem e aprendí um pouco mais sobre crenças. Apesar de estarmos trilhando caminhos muito distintos, tínhamos o mesmo destino, o Rio de Janeiro. A conversa fluiu bem, apesar de sentir que o que eu falava soava estranho em alguns momentos e em outros, criava uma tensão da parte dele, como se eu o ofendesse.
Mesmo assim, havia uma esforço de ambas as parte em buscar semelhanças ao invés de contrapor diferenças. Os poucos pontos comuns foram bem explorados e os pontos de atrito, educadamente esquecidos.
Finalmente a viagem terminou. Nos despedimos e seguimos cada um o seu destino.
Nas semanas seguintes, ficou bastante claro que eu fui evitado, até que o convidei para se sentar ao meu lado. A resposta foi a seguinte: ele precisava ficar o mais longe possível de mim, para poder estar o mais junto de sua crença. E seguiu para o fundo do ônibus.
Acomodei-me nas duas poltronas e lá fui eu, encontrar com o poderoso Deus que me acolhe em seus braços diariamente.

domingo, 27 de março de 2011

As portas estarão fechadas, mas nunca trancadas.

Eu sempre preferi as palavras quando são pronunciadas com direção e clareza. Sempre preferi a verdade que feria do que a hipocrisia gentil. Sempre prefiro que falem comigo diretamente para assim ter como ajudar a quem precisa ou me defender quando necessário.
Há tempos decidi não dar mais ouvidos a quem fala de mim "pelas costas". Conspirar secretamente, comentar com ironia e semear discórdias parecem atitudes primitivas, até mesmo inadequadas para o novo século que vivemos, mas parece que o ser humano ainda não se seu conta que é mais fácil construir junto do que destruir solitariamente.
Me angustia a miopia a que muitas pessoas estão acometidas. Amizades são desfeitas inesperadamente, laços familiares são rompidos e relacionamentos se esgotam em pouco tempo.
Vivemos um mundo carente de profundidade em todos os sentidos. O celular mais completo estará obsoleto amanhã. As notícias mais recentes passam a ter uma vida útil que dura segundos, sendo suplantadas por outras quase que imediatamente. O mundo vive essa delicada e veloz transição de valores. Estamos perdendo o foco de nossas relações como um todo. Precisamos de mudanças, mas tempo para amadurecê-las também, pois elas nem sempre trazem bons resultados para todos.
Sempre repasso lembranças e me orgulho muito em meu esforço de buscar um significado maior para minhas palavras e sentimentos. Sempre tenho o que dizer quando alguém busca a minha ajuda. Tenho uma vida com propósitos e quero vivê-la assim. Busco um significado mais amplo diante dos acontecimentos e sinto muito forte que não vivo em vão.
Dia desses comentava com uma prima, que tenho como irmã, que sou uma pessoa muito simples e de poucas exigências. Gosto de viver um dia de cada vez, sem criar expectativas desnecessárias, pois não preciso provar nada a ninguém. Esforço-me para sustentar os compromissos assumidos, pois a disciplina ainda é um pequeno campo de batalha, mas não tardarei em chegar onde eu quero.
Paralelo a tudo isso, tenho me tornado um "homem egoísta" em algumas situações. Muitas vezes como bom libriano ceder é fácil, mas isso me levou a abrir mão de projetos pessoais importantes para a minha felicidade. Muito recentemente decidi ir ao encontro do que eu quero e quem sempre contou comigo terá que esperar a sua hora.
Eu estou sempre aprendendo a caminhar sozinho, pois é muito mais fácil caminhar quando estamos de mãos dadas. Entretanto, tem se tornado muito difícil sustentar relações que já se esgotaram e por isso mesmo desisti das mesmas. Sempre penso que podia ser diferente. Sempre vem um gosto de fracasso e sinto como se fossem débitos para o futuro, para resolver em outras vidas, se é que teremos uma outra oportunidade.
Já pensei em meu orgulho diante dos conflitos, mas também na minha humildade diante desses, sempre buscando o acordo, que quase nunca acontecia. Assim decidi abandoná-los por completo. Se não consigo sentir ou ver as razões por detrás dos conflitos e para me poupar decidi agir assim. Não valem mais a pena, considerando que se a outra parte não reconhece (por muitos motivos) o meu esforço sincero de acertar, abro mão da convivência sem culpas e arrependimentos. Mantenho a distância física e emocional, mesmo parecendo cruel. As portas estarão fechadas, mas nunca trancadas. E tem mais, não deixo apagar a chama do amor que trago em meu coração.
Eu jogo muito limpo com a vida em todos os sentidos. E por que não agiria comigo mesmo? Por isso, agradeço a Deus todos os dias com as mãos entrelaçadas com força e humildemente me coloco aos pés Dele para me conduzir pelo melhor caminho, com a certeza libertadora que não sou melhor dos homens.

domingo, 20 de março de 2011

Tempos de silêncio e recolhimento.

O tempo tem passado rápido para mim. Rápido por demais. As férias me exigiram muito. Exigiram-me muito dentre os múltiplos papéis que desempenho. Mal pude perceber que o tempo escorria entre os meus dedos.
Por vezes, torço que o tempo passe rápido, para que me faça compreender e superar as inevitáveis perdas e dores. Outras, lamento a velocidade da vida, que não me permite criar novos vínculos ou fortalecer os antigos, concretizar velhos sonhos ou acalentar novos e ainda, curtir a vida e as experiências nela contida com a profundidade que sempre desejei.
Não sou um homem indiferente à vida. É quase impossível ficar de braços cruzados quando tudo parece estar fora de controle. Não tenho a pretensão de controlar nada, mas não posso perder a visão que tenho de minha vida e tudo que esteja relacionado a ela, como as minhas relações pessoais. Já as relações profissionais não me trouxeram até hoje desafios que não pudessem ser superados com uma relativa dose de persistência.
Dia desses me perguntei se estava participando da vida de minha filha como queria. Olhei com carinho e profunda admiração, para aquela criança de quase 6 anos que tanto amo, envolvida em seus exercícios escolares. Doeu me dar conta que ela está se tornando tão independente. Mas sei que esse é um caminho sem volta. Espero estar nutrindo a minha semente com o maior amor possível. Não posso desejar ter para mim uma vida que não seja a minha própria.
Estou consciente do enorme bem que a paternidade trouxe para minha vida. Sinto que fui resgatado de uma forma especial ao realizar um sonho acalentado em muitas vidas, como um dia me disseram.
Tenho lamentado o pouco tempo de vida que tenho pela frente, bem próximo de fazer 50 anos. Gostaria de ser capaz de estender o tempo e preenche-lo de múltiplas experiências e desafios. Mas tenho aprendido com os limites e ainda mais, tenho conseguido dar uma maior qualidade aos meus pensamentos e ações. Os pequenos gestos tornaram-se significativos para mim, assim como palavras de carinho, um olhar cheio de cumplicidade e abraços repletos de boas intenções.
Tenho preferido o silêncio e o recolhimento nesses dias, por isso fiquei ausente deste blog. Precisava me liberar de apegos desnecessários e corajosamente venho me libertando de um peso desnecessário.
Agora estou me preparando para um grande salto em minha vida. Como é bom saber com clareza o que quero e o que não quero na vida. Descobri que tenho uma vida em minhas mãos e preciso fazer o melhor que puder dentro do que me cabe. Apesar de tantas transformações vivenciadas, sinto que nunca chegarei ao fim de minha jornada. Mas quero com fervor, ser melhor a cada dia, não para agradar a gregos e troianos, mas a mim mesmo. Trazer a tona a minha essência divina dia após dia, me dará as confirmações que sempre busquei, dentre elas, a que nunca estive ou estarei sozinho, aconteça o que acontecer. Esta é a segunda certeza que tenho na vida. Quanto à primeira, todos nós já sabemos...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mais uma oportunidade de fazer diferente


FELIZ OLHAR NOVO
(Carlos Drummond de Andrade)

"O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem.
O ano que passou foi um ano cheio.Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal.
O próximo ano não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí?Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é SABEDORIA !
*** E que todos saibamos transformar
tudo em uma boa experiência! ***
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida.
Não pode ser responsável por um dia ruim...Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas.Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro: cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade ).
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial!!!
O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!"

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lembretes de Regina Brett

1. A vida não é justa, mas ainda assim é boa.

2. Quando estiver em dúvida, dê apenas o próximo pequeno passo.

3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.

4. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva…

5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.

6. Você não tem que vencer toda discussão. Concorde para discordar.

7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.

8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.

9. Poupe para sua aposentadoria começando com seu primeiro salário.

10. Quando se trata de chocolate, toda e qualquer resistência é em vão.

11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.

12. Está tudo bem se seus filhos o verem chorar.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles…

14. Se um relacionamento tem que ser mantido em segredo, você não deveria entrar nele.

15. Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe: Deus nunca pisca.

16. A vida é muito curta para ser desperdiçada em intermináveis lamentos. Esteja ocupado vivendo ou esteja ocupado morrendo.

17. Você pode fazer tudo se começar hoje.

18. Um escritor escreve. Se você quer ser um escritor, escreva.

19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda chance só depende de você e de mais ninguém.

20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.

21. Acenda velas, coloque os lençóis mais bonitos, use lingerie elegante. Não guarde suas coisas para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Prepare-se bastante. Depois, deixe-se levar pela maré…

23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.

26. Encare cada ”desastre” com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo a todos.

29. O que os outros pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.

31. Não importa se a situação é boa ou ruim, ela irá mudar.

32. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais irão. Mantenha o contato.

33. Acredite em milagres.

34. Deus lhe ama por que é Deus, não pelo que você fez ou deixou de fazer.

35. O que não lhe mata, certamente lhe torna mais forte.

36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.

37. Seus filhos só têm uma infância. Faça com que ela seja memorável.

38. Leia os Salmos. Eles tratam de todas as emoções humanas.

39. Vá para a rua todo dia. Milagres esperam por você em todos os lugares.

40. Se jogássemos nossos problemas em uma pilha, e depois víssemos os problemas dos outros, pegaríamos os nossos de volta.

41. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor para sua vida aqui e agora!

42. Desfaça-se de tudo que não seja útil, bonito e prazeiroso.

43. Tudo o que realmente importa, afinal, é que você amou.

44. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo de que precisa.

45. O melhor está por vir.

46. Não importa como você se sinta, levante-se, vista-se bem e apareça.

47. Respire fundo. Isso acalma a mente.

48. Se você não pedir, você não ganha.

49. Produza.

50. A vida não vem embrulhada com um laço, mas ainda assim é um presente!!!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Sementes adormecidas

A distância física e emocional foi uma alternativa complexa para que eu pudesse sobreviver às decepções que um dia me amadureceram. Hoje tenho uma sensação de liberdade e autonomia que nunca experimentei. Por outro lado, o não envolvimento é doloroso por trazer consigo a atitude de não pertencimento, que também nunca senti.
Imagine-se em um lugar onde você passou a maior parte de sua vida. Coloque nele pessoas que você conviveu intensamente (isso inclui aquelas que já morreram, outras que você não conseguiu formar grandes  vínculos e ainda as que você amava espontâneamente), acrescente sensações agradáveis e desagradáveis que sempre se alternavam, gerando um desgaste de convivência quase irreversível, pois em  muitas situações as pessoas sofriam por uma opção de vida!
Lentamente você descobre que a sua vida precisa continuar longe desse caos tão familiar. E vai embora silenciosamente dessa loucura tão conhecida. Se despede com coragem para poder sobreviver e não ser envolvido por essa densa energia. Deixa para trás até mesmo as poucas pessoas que nutria um carinho especial.
Parti sem olhar para trás e surpreendi.
Os anos se passam, a saudade foi suplantada pela realização de se viver em um mundo melhor, para mim e minha família, onde o respeito e o amor florescem.
Agora tenho um compromisso anual que me faz voltar para esse mundo do qual eu não pertenço mais. Sinto-me desconfortável e sou tomado por uma angústia. Lembro-me do quanto me envolvi ajudando e o quanto o meu esforço foi em vão. Se não consegui mudar as pessoas, precisava eu mudar. Isso fica claro quando sou levado, por um compromisso de amor, a voltar a esse mundo que não me pertence mais, por um dia.
As pessoas ficaram tão desfocadas em meu olhar que não as reconheço mais. A maioria delas  permaneceu congelada em velhos hábitos e mal sei hoje como abordá-las.
Já pensei na possibilidade de estar sendo tomado por uma grande soberba diante do mundo que deixei para trás, mas estou certo que o sentimento que tenho é de renúncia sem qualquer vestígio de arrependimento.
Sinto-me impotente diante do abandono e das sequelas por que padecem pessoas que tinham tudo, ou pelo menos o direito de terem uma vida bem melhor. Vejo o quanto o egoísmo pessoal pode destruir uma família para sempre e o quanto é triste sentir que não fazem mais parte do meu convívio. Transformaram-se lembranças vivas.
A distância me deu coragem suficiente para ver o quanto eu incomodava apenas por ser o que sou. Quando me dei conta que era capaz de gerar sentimentos tão ruins, perguntei-me aonde havia errado. Depois de passar por dias devastadores, tentando achar a solução desse enigma pessoal, conclui que ao querer ajudar amorosamente, era visto como diferente, pelos olhos distorcidos para quem estendia a mão, os meus braços e o meu coração. Na infância sempre fui preterido, até mesmo desprezado, por ser uma criança feliz e amada por meus pais. O amor que recebi, me tornava diferente dos demais.
Essa é uma situação resolvida em minha vida. É uma página virada. Nunca me senti melhor do que ninguém em nenhuma situação ou tempo. Sempre soube me colocar no lugar do outro. Por isso, aprendi compreender com compaixão precocemente.
Continuarei cumprindo o que me cabe fazer. Não deixarei de incluir em minhas orações quem agora está longe de mim. Não tenho como apagar o passado e nem poderia negar a sua importância para ser o que sou hoje. Lancei muitas sementes, aprendi com exemplos fortes e sobrevivi por conta de minha autoestima. As sementes que adormecidas estão, brevemente brotarão.

Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

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