quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O nosso lar é aqui, pelo menos por enquanto!

Depois de um longo jejum sem ir ao cinema, convidei a minha mãe e fomos assistir ao filme "Nosso Lar". Fiquei muito feliz ao ver que ela aceitou ir comigo. Tamanha disposição só acontecia quando ela ou meu pai me levavam para assistir "Tom e Jerry" aos domingos pela manhã, no Cinema Petrópolis. Essa lembrança tem mais de 40 anos. Imagine a emoção de ter novamente a companhia de minha mãe, sentada ao meu lado. Só faltou a pipoca, o Drops Dulcora e o caramelo Zorro, mas está tudo bem.
Acredito que há tempos não via tantos idosos reunidos. Era uma celebração o cinema, o momento. Poucos eram os jovens e mesmo assim, pareciam distantes de todo aquele burburinho da "melhor idade".
Mas bastou começar o filme que o silêncio aconteceu. A produção nacional surpreendeu em muitos sentidos: os cenários, figurinos, os efeitos visuais, a movimentação ágil das imagens, a composição dos personagens, a atuação de atores e atrizes etc. mas a mensagem que o filme deixa é diferente para cada pessoa, por isso, vá assistir e tire suas conclusões. Fico muito orgulhoso em ver a qualidade do cinema nacional hoje. Não sou um crítico de cinema, por isso fico à vontade de dar o meu "parecer".
Apesar de estar em um caminho espiritual, eu não sou espírita, mas trabalho para ser um homem espiritualizado. Sou temente a Deus, mas nunca me senti oprimido ou arrastei culpas, como um dia tentaram me colocar nos ombros. Apenas me esforço para ser uma pessoa melhor neste mundo, mas sem grandes pretensões de alcançar o máximo. É um compromisso que assumi para mim. Um voto dado de coração pela minha essência divina.
Assisti ao filme bastante atento. Por hora, olhava para minha mãe para ver se tudo estava bem. Segurei sua mão e ela parecia nem sentir que eu estava ali.
Entendi a mensagem que foi transmitida para mim. Fiquei emocionado com a recepção  que os mortos da 2a. Guerra Mundial receberam. Me pareceu uma tarefa conhecida, recepcionar a quem havia morrido, com tamanho carinho, acolhimento e compaixão.
Conversando com amigos sobre o fime, me perguntaram se eu iria para o umbral. Respondi que não sabia, aliás, eu creio que ninguém sabe se iremos ou não, se a estadia será curta ou longa, se iremos nos encontrar todos lá, mas disse com firmeza que de algo eu tinha certeza absoluta: todos nós podemos reescrever a nossa história futura. Não digo reviver o passado, pois seria impossível, mas mudar a qualquer hora, nossas atitudes, nosso olhar para o outro e para o mundo. Sabe aquela ideia de viver intensamente o presente, se preparando para um futuro cheio de boas surpresas?
Imagine que a partir desse momento eu propusesse a quem estivesse lendo esse post, a dar início a um processo de mudança interior. Seria difícil? Já tentou alguma vez? Já se olhou no espelho e se perguntou que podia ter agido diferente?
Vamos encarar o desafio. Podemos começar e  recomeçar a todo instante, a qualquer hora. Não há o que temer ou esperar. Não existem cobranças, pois voce poderá fazer isso sem que ninguém saiba.
Precisamos aprender com a experiência verdadeira que temos. Muitos de nós já viveram poucas e boas e são guerreiros diante dos desafios cotidianos e continuam a lutar. Por que não transformar a experiência adquirida pela luta em algo que nos faça ser melhor? Acredito que passaríamos a viver cada momento como se fosse único, mas não o último.
Não podemos perder a oportunidade de dar um sentido maior para a vida, um propósito que envolvesse todas as pessoas que convivemos. Talvez o grande mistério resida aqui, neste nosso lar, onde convivemos e compartilhamos experiências.
Não há como temer o umbral. Não há como desejar o céu, resplandescente e iluminado como no filme. Ainda estamos vivos e creio que temos que fazer muitas escolhas, tomar decisões. Acredito que o nosso lar é aqui, pelo menos por enquanto. Por isso, conscientes do que somos e fazemos, podemos vislumbrar o que nos aguarda pela frente nesta vida.
Vamos encarar o desafio? Abraços e beijos.  

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Escrever sobre política...

Não me peça para escrever sobre política. Sou daqueles brasileiros que passaram por uma contínua decepção diante do cenário político nacional, apesar da crescente, mas lenta, conscientização da população brasileira.
Digo isso pois vivi todos os anos da ditadura militar, dos 3 aos 24 anos, com um mix de sentimentos. Até a minha adolescência, tinha a sensação de que "algo" era muito estranho, mas não sabia o quê.  Ao entrar na adolescência, tinha certeza que estava tudo errado. Tinha aulas de Educação Moral e Cívica. Eu sabia pela atitude de meus professores, que sempre colocavam que o Brasil era perfeito, que vivíamos em um mundo opressivo. Além dos mais, diziam para tomar cuidado com os terroristas, maconheiros e hippies que pregavam a liberdade!
Só fui descobrir a ditadura real quando cheguei à 3a. série do Ensino Médio e quando fiz  Geografia na UFRJ. Descobri que tínhamos a opção de lutar pelo que considerávamos justo e verdadeiro. Descobri a desobediência civil como um dos maiores direitos do cidadão, para resistir aos desmandos arrogantes dos presidentes militares.
Lembro-me do quanto fiquei chocado com a arrogância e desrespeito do último ditador ao se referir aos anseios dos povo, como eleições "Diretas Já".
Mas foi a partir do governo de José Sarney, que aprendi o quanto a fusão de alienação política e corrupção explícita foram dolorosos para todos nós.
Ainda me lembro do quanto fui usado como cidadão. Cara, eu fui "Fiscal do Sarney" durante o Plano Cruzado e acreditávamos que aquele senhor de farto bigode, por não ostentar uma farda, estaria sendo transparente conosco e seria capaz de construir um futuro com democaracia e justiça. Como me senti enganado e usado, não só eu, mas toda nação diante de um governo sem escrúpulos.
Não vou entrar em detalhes quanto ao governo que se seguiu. Prefiro deixar as minhas impressões para quando estiver em sala de aula. Mas por favor, fica muito complicado acreditar em mudanças imediatas em todos os sentidos. Acredito em mudanças construídas com o tempo, por isso enalteço a crescente conscientização política dos cidadãos brasileiros.
Não acredito que iremos cair no conto do Collor, nos constrangimentos criados por Itamar, na indiferença social de FHC e no culto à forte imagem de Lula.
Mas as propostas dos novos candidatos não trazem as mudanças que tanto necessitamos. Ainda não fizemos uma reforma agrária verdadeira e ainda muito me angustia a miséria e a fome. Não quero ser injusto ou imparcial agora, mas reconheço os avanços sociais do governo que finda, mesmo sabendo que foram usados pela mídia governamental. Entretanto, a corrupção é um mal que atinge quase todos os partidos, como se fosse um vício fora de controle.
Por isso, sinto-me pouco empolgado com as eleições de 2010. Já escolhi parte dos meus candidatos, depois de ouvir suas propostas e projetos no torturante horário político, aquele que retrata o despreparo de nossos candidatos ou aqueles rostos sempre envolvidos em escândalos de toda natureza.
Eu não sou em exemplo de empolgação, não faço parte da geração Y (acho que sou da geração P (de p...) com o pouco que conseguimos em quase 20 anos.
Prefiro focar a minha atenção, meu olhar no ser humano e no adomercido potencial de cada um, pronto para ser descoberto. Assim, creio que poderemos descortinar uma nação, a minha nação, a nossa nação.
Por isso, não me peça para escrever sobre política.

sábado, 4 de setembro de 2010

See you in September...

Há tempos não tenho tido a oportunidade de escrever. Não escrevi porque precisava resolver muitas situações que dependiam exclusivamente de mim, mas também porque quando conseguia relaxar, meu corpo exigia o merecido descanso e eu adormecia rapidamente. Ao escrever converso comigo mesmo, como se eu falasse diante de um espelho. Falo ou melhor, escrevo muito e ao escrever, secretamente, vou de encontro às respostas que sempre estiveram dentro de mim. E isso serve para qualquer pessoa e é um grande consolo, se é que posso escrever assim.
Quando fico em dúvida diante de um fato, perdido sem saber o fazer, já tenho a resposta desde o começo, mas parece que preciso sempre colocar em dúvida as minhas certezas.
É difícil sentir-se seguro, mas acredite isso é possível, mesmo que por pouco tempo.
Mas eu também aprecio vivenciar situações complexas, desafiadoras. Antes de agir, "derrubo" armários, estantes e gavetas e começo a organizar tudo. Quanto mais desafiadora for a situação, maior é a minha necessidade de colocar tudo ao meu redor em ordem. É fato comprovado. Quanto mais trabalho tenho, mais lúcida fica a minha mente para enfrentar o que der e vier.
Sinto que descarrego energias ruins ao colocar meu corpo em ação e me recarrego de energias que são capazes de solucionar quase tudo.
Hoje ao fazer um exame de sangue fiquei surpreso com o funcionário discorrendo sobre a Teoria do Desequilíbrio. O exame que deveria durar uns 5 minutos, tinha espaço para durar dezenas de minutos. Apesar de surpreso e empolgado com o encontro inusitado e com a profundidade do tema, lembrei-me da enorme fila de pessoas que aguardavam pelo atendimento. Pedi desculpas envergonhado por ter que cortar o assunto, mas prometi que voltaria em outra oportunidade.
Estou aqui me perguntando...nada acontece por mero acaso, não é mesmo?
Diante da surpresa do encontro, continuei cumprindo a minha pesada agenda de 6a. feira, 03 de setembro de 2010.
Lá vou eu vivenciar mais um mês de setembro. Setembro sempre será desafiador para mim. É um mês forte, pois me coloca de frente com minhas maiores dificuldades, com as características pessoais que preciso transmutar dentro de mim e com enormes desafios que do nada aparecem e desaparecem.
Vivo diante de um mundo difícil. Não sei se o momento me torna fragilizado. Mas seja lá o que for, este ano, este mês tem sido muito especial. Sinto-me preparado com ferramentas para me defender e sobreviver aos confrontos que terei pela frente, e a maior delas tem sido a meditação.
Ao meditar consigo me libertar das emoções que trago dentro de mim. Parece que saio do meu corpo e me vejo de cima, com clareza, imparcialidade e assumindo o que sou em todos os sentidos.
Agir como ser humano é muito importante, assim como ser capaz de reconhecer-se como um deles.
Tenho que aprender a transmutar sentimentos residuais que ainda trago comigo, apesar de estarem muito debilitados, diante do projeto de ação, de expansão de consciência que abracei há quase duas décadas. Ainda sinto que emprego a separtividade, quando não deveria.                                                                                                               Todas as mudanças que preciso fazer em minha vida ficam claras em setembro, e pior, sou desafiado por elas para agir. Por isso a primavera sempre será um período de grandes conquistas, sacolejos e transformações.
Tenho gestado muitos projetos de transformação em setembro, em meio a flores e sabiás que cantam alegremente ao amanhecer. Não existe cenário mais impróprio para dar início a uma revolução pessoal!
Nem sempre consigo traduzir em palavras o que se passa na minha mente e no meu coração, afinal setembro mal começou. Entretanto, o trunfo maior que tenho é que coração e mente estão posicionados no lugar certo!
E o que faço a partir de agora? O que tenho feito há tempos atrás. Cultivo a esperança, pois ela é o maior empréstimo que a felicidade nos dá.
Quando tudo parecer confuso, irreal, impossível, frustrante e sufocante, lembre-se que a esperança estará sempre estendendo a mão para você. E com o devido tempo, nada mais voltará a ser o que era, mas você e eu, estaremos mais fortalecidos diante da vida e convencidos de que nunca estivemos sós.

Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

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Petrópolis, Rio de Janeiro, Brazil
Um professor com alma de aluno.