sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ao sol em Campos do Jordão (SP)



É muito especial quando sabemos que não estamos sós em nossa caminhada. E melhor ainda quando a convivência nos mostra que trazemos dentro de si essência e divindade únicas, mas que se complementam quando o objetivo é um só. Muito obrigado pelo encontro e reencontro. Espero revê-los.
Até sempre, queridos amigos!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Hasta mañana

Há dias em que não consigo fixar a atenção no que faço. Hoje é um desses dias. Passei a tarde toda estudando español, me esforçando em compreender todos os detalhes da gramática e meus pensamentos viajando para longe daqui.
Pensava em tudo que ainda tenho que fazer e da angústia que essa expectativa me causa. Não me sinto confortável quando fico assim, dá vontade de sair rasgando minhas agendas e mandar tudo para o espaço sideral! Mas sei que não é possível agir dessa forma. E o que faço agora? Escrevo para relaxar um pouco a minha mente. Seria capaz de lavar o meu carro, esfregar tapetes, reparar o telhado, raspar um piso de madeira, qualquer trabalho que fosse bem braçal e troglodita, para esfriar meus pensamentos ruminantes.
Fico imaginando a ginástica que tenho feito para cumprir o que me proponho a fazer. Reduzi minha carga de trabalho, mas a atenção que me exigem, por incrível que pareça cresceu. Pensei que 2008 seria menos agitado, mas não está sendo. Tenho delegado poderes e deixado a meu perfeccionismo bastante de lado e mesmo assim, o tempo se torna insuficiente para resolver tudo que me cabe. Por isso mesmo, estou desacelerando minhas expectativas e pensamentos. Faço agora o que me é possível, humano e essencial. Hoje é um desses dias que o melhor a fazer é deixá-lo passar rapidamente. Hasta mañana.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Jogo de cintura

Dizem que o nosso povo tem jogo de cintura, tem molejo, leveza, requebro e ritmo leve e solto como uma coreografia de samba. Jogo de cintura é isso e muito mais: é flexibilidade!
A vida se adapta mais no ninho daquilo que é flexível. Rigidez demais mata a criatividade.
A saúde habita mais e melhor em quem não é tenso, na soltura, na serenidade, no relaxamento e na positividade do sim! Na flexibilidade existe a vida, no rígido habita mecanismos de morte e a ditadura do não. É muito ruim conviver com com a tensão, o estado perene de ansiedade e pressa, com perfeccionismo doentio, com o excesso de contensão, com o intransponível, com o que não cede nunca.
Gostoso é partilhar a vida com o maleável, com o que tem a paz dos que ainda não estão prontos e querem sempre aprender.
Deve ser por isso que me sinto aluno da vida o tempo todo.

sábado, 16 de agosto de 2008

Carrinhos com barbante

Estou a espera do último eclipse visível no Brasil em 2008. Poderia estar fazendo muitas outras coisas, mas estou com a mente inquieta. Está difícil fixar a atenção no trabalho que tenho realizar agora. Sinto-me ansioso quando minha filha não está em casa. Fica faltando um pedaço. Não consigo ficar relaxado quando minha filha não está por perto. Sinto falta das travessuras e da bagunça que ela faz. Como uma criança consegue preencher um espaço físico com a sua presença! E que espaço vazio deixa em meu coração quando não está por perto.
Sei que ela está muito bem. Que certamente não sente a minha falta como eu sinto a dela. Deve estar brincando com os primos e sendo deliciosamente paparicada pelos avós e a madrinha.
Eu sei o quanto o amor ofertado pela minha família é importante, principalmente quando é para uma criança. Tem qualidade, é envolvente e traz uma segurança gostosa.
Eu experimentei esse amor e sei do que ele é capaz. Eu fico feliz por meus pais, por minha irmã e por minha filha estarem desfrutando desse encontro, encontro que já poderia ter acontecido antes, mas o que vale de fato é que está acontecendo.
A minha família é muito especial. Reconheço qualidades e defeitos, mas aprendi a conviver com tudo e com todos ao longo de décadas.
Recebi de meu pai uma foto ampliada de um monóculo. Veja que antiguidade! Estou na foto, um menino com 5 anos, segurando um caminhão verde e vermelho de plástico, preso por um barbante comprido. Como de costume, estava sorrindo. Comigo estavam minhas primas mais próximas, com seus respectivos modelitos de praia dos anos 60! Todas felizes, com 7, 10 e 15 anos. Era um dia de verão na Praia do Anil, em Magé! A água não era poluída. Camarões, sirís e peixes abundantes, assim como conchas finas que nos obrigavam a entrar na água de chinelos e congas para superar os obstáculos das conchas e do lodo verdinho, comum nas praias do fundo da Baía da Guanabara.
Estou aqui viajando nessa foto colorida, de mais de 40 anos! Deixo meus pensamentos fluírem, buscando as lembranças bonitas de um passado distante.
Gostaria de poder voltar no tempo e abraçar forte aquele menino magrinho, moreno e sorridente, sempre disposto a brincar e a puxar carrinhos com barbante. Gostaria de lhe dizer que ele sempre estará vivo dentro de mim, esteja onde eu estiver.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Volto já

A melhor hora do dia é essa! É aquele momento em que a tarde se despede para dar lugar à noite. É uma despedida lenta, contínua e gradativa. Antes mesmo da noite reinar, a Lua já está visível da janela do meu quarto, atrás das árvores. Ela espera o momento exato de lançar sua luz fria e envolvente sobre nós.
Parei de trabalhar por alguns momentos. Estou lutando contra um forte resfriado que me deixou com o corpo dolorido. Sinto-me cansado também. A semana foi repleta de desafios inesperados, que ao serem superados me deixaram quebrado. Seria capaz de deitar agora e dormir até amanhã.
Mas o trabalho me aguarda. Preciso terminar o que já iniciei e iniciar novos trabalhos. Tenho prazos e vou cumpri-los. Mas sinto que hoje, excepcionalmente, gostaria de estar longe daqui.
Deve ser a febre que me abate agora. Não repare, hoje estou doente e minhas idéias estão meio desfocadas.
Sinto-me mais corajoso para pedir explicações daquilo que não entendo ou daquilo que não foi explicado. Não tenho mais condições de fazer vista grossa diante de muitos fatos que ocorrem comigo, como também não dá para sair brigando com o mundo.
Creio que encontrei o ponto médio entre a omissão e a explosão.
Volto já!

Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

Minha foto
Petrópolis, Rio de Janeiro, Brazil
Um professor com alma de aluno.