sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nada a declarar, a não ser o desejo ardente de viver!

Nada a declarar, a não ser o desejo ardente de viver. Pela primeira vez inicio um post pelo título. Os últimos dias tem sido muito difíceis. Os encontros tornaram-se desencontros, os riscos cresceram assustadoramente e as relações parecem viver um estresse sem sentido. Vejo e sinto com muita clareza o mundo que está ao meu redor e as pessoas inseridas nele, suas imensas limitações pessoais, seus conflitos internos aflorando e suas dificuldades no convívio com o mundo.
Não estou assistindo passivamente o mundo pela janela, até porque passo também por mudanças, mas que estão sendo bem aproveitadas. Setembro sempre será desafiador. É o mês de grandes transformações e confrontações. Aquilo que precisa ser mudado definitivamente acontece agora. Por isso, não luto contra a correnteza, mas me deixo levar por ela. Essa é uma estratégia que me permite somar forças para sair do turbilhão, quando tiver oportunidade, inteiro e fortalecido e não mais devastado emocionalmente. Aprendi com a experiência que ceder é ser mais forte do que resistir inutilmente.
Também aprendi que não existe o controle absoluto, como não vou permitir ser controlado ou me submeter a ninguém. 
Todos nós vivemos momentos complexos, extremos, mas não tenho o direito de ferir as pessoas, fazendo julgamentos precipitados e levianos, perdendo a valiosa oportunidade de ouvir as partes envolvidas e pior de tudo, demonstrar que a lucidez  se perdeu ao longo do caminho. Eu sei que tem horas que parece existir uma conspiração do destino, mas eu não posso sair atirando no primeiro que encontrar no caminho. Esse pode ser aquele que vai te dar a mão.
Preciso estar junto de pessoas que acrescentam à vida, que estejam desapegadas de preconceitos ultrapassados ou de vaidades tolas. Eu convivo com muitas pessoas diferentes de mim, mas não consigo aprofundar uma amizade, quando nossas essencias não se misturam.
É importante partilhar a vida do outro sem cobranças, pois ela aniquilam a espontaneidade. Como é bom "jogar conversa fora" com pessoas que sabem cativar com um delicioso sorriso e um olhar amoroso. Por isso, adoro olhar dentro dos olhos e captar todo tipo sensação que o outro estiver transmitindo. Sou um observador com uma sensibilidade apurada e consigo ver um pouco além do que uma mera imagem.
Diante disso tudo que acabei de escrever, queria apenas dizer para todos aqueles que acompanham este blog, para que não desistam das coisas simples que a vida nos oferta continuamente. Não basta agradecer a Deus diariamente o que se tem, mas o que somos. Sentir orgulho de nosso passado, de nossa história de vida é importante, mas não fará sentido se não usarmos toda a experiência obtida para nos tornarmos melhores. 
Fazer escolhas torna-se cada vez mais necessário, assim como rever prioridades. Sinto que temos que desatar nós para prosseguir, romper paradigmas com rapidez. O mundo que nos aguarda é melhor do que o que temos hoje e com a grande vantagem que não precisamos morrer para vivenciá-lo. Ele sempre esteve junto de nós, bastando apenas trabalhar o desapego em todos os níveis, daquilo que realmente não nos fará falta amanhã. O que teremos que renunciar então? Cada um de nós sabe com exatidão o que fazer. Assim, nos tornaremos melhores e o mundo onde estamos também.
Reconheço a belíssima complexidade dos seres humanos, por isso as semelhanças e diferenças são tão enriquecedoras para mim.  Mas essa complexidade só fará sentido, se ela estiver apoiada em um autêntico sentimento de amar com respeito e viver ardentemente.




Um comentário:

Anônimo disse...

Interessante o texto.

Abraços,

Adérito

Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

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Um professor com alma de aluno.