segunda-feira, 22 de junho de 2009

Este blog é um de meus refúgios.

Estou escrevendo neste blog para mostrar a mim mesmo que estou vivo. Não gosto de misturar o ser humano com o profissional. Reconheço que não posso dissociar-me, mas prefiro me apresentar aqui como Luiz Fernando simplesmente, do que como o Professor.
Por que estou digitando isso? Porque não gostaria de escrever sobre Geografia aqui. Eu vivo o meu trabalho quando estou mergulhado nele. Ele me absorve, me consome e me leva ao êxtase. Sou apaixonado pelo que faço e procuro fazer o melhor que posso. A minha dedicação ao magistério há mais de duas décadas, vem aumentando o meu prazer em ser educador e aprimorando a minha habilidade de conviver com todo tipo de ser humano.
Mas este blog é um dos meus refúgios. Aqui sou capaz de mostrar que sou mais do que um professor engajado e um geógrafo dedicado.
Não sinto necessidade de mostrar ao mundo o que sei como professor e educador. Mas tenho um prazer enorme em relatar o que tenho aprendido na vida e nas salas de aula. Os desafios são verdadeiros aprendizados e o que é melhor, nunca são iguais. Quando penso que já estou preparado para tudo, sou surpreendido pela colocação de um aluno ou das pessoas com quem tenho convivido.
Seria massante escrever num blog pessoal assuntos relacionados à Geografia que tanto amo. Ficaria meio vazio, pois gosto de falar, olhando nos olhos de quem me ouve. Por isso, falo de Geografia na sala de aula, onde posso ser interrompido por perguntas e questionado por minhas posições. Eu dou aula para meus alunos e não para mim mesmo.
Tenho recebido sugestões para desenvolver temas de Geografia aqui, mas não vou fazer, ok?
Estaria "forçando a barra", tornando-me professoral demais, contradizendo a minha condição de aluno que me motivou a abrir este blog. Sem contar que o que escreveria ficaria restrito a poucas pessoas que dominam o tema. Não quero excluir ninguém do que escrevo. Além disso, me sentiria muito só. Gosto de salas cheias de alunos, com um potencial pronto para se manifestar.
Voltando a escrever sobre minhas percepções diárias.
Tenho observado a insegurança e ansiedade presentes em todos nós. Ontem durante a nossa reunião semanal em CAFH, levantamos as razões da ansiedade. Confirmei o que acreditava. Pessoas ansiosas não aprendem com a experiência, por não estarem conscientes do que estão vivendo. Já existe até uma base científica comprovada que esse aprendizado não alcança o cérebro. Cérebros ansiosos são incapazes de aprender.
Pessoas com esse perfil psicológico se sentem incapazes, tornam-se inseguras. Deve ser muito ruim, tropeçar sempre na mesma pedra, cair da mesma forma, ferir-se como sempre e voltar a tropeçar. Consciente ou não dessa "maldição", estão sofrendo melancolicamente.
Decisões tomadas no calor das emoções, no clímax da ansiedade terão uma repercussão ruim. Respire fundo, acalme-se, conte até 100 se for necessário e procure sempre pensar antes agir. Avalie quais são as suas reais prioridades e necessidades. Se puder adiar um decisão por se sentir inseguro, faça. Faça da reflexão uma estratégia, um hábito diário. Eu já passei por poucas e boas e tenho aprendido muito mais do que poderia acreditar. Acredite. A verdadeira estratégia não está em avançar sempre, mas usar de cautela a cada passo em direção ao nosso destino. Nossa missão irá se cumprir à medida que estivermos conscientes dela e de todo potencial que dispomos.

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Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

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Um professor com alma de aluno.