terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Férias

Sempre que se aproximava o limiar entre o ano velho e o ano novo, costumava ficar muito ansioso. Era um período de rever as metas cumpridas e as não alcançadas, além de planejar as do ano seguinte. Era um período de tensão para mim. Era um momento de fazer o balanço do que fui e fiz ao longo de um ano.
Era difícil fazer um exame retrospectivo anual, apoiando-me em minhas agendas e em minhas lembranças, mas mesmo assim, eu fazia! Essa sempre foi uma boa estratégia para estar sintonizado com meus erros e acertos, mas creio que só quando feita diariamente faz efeito, me torna mais consciente da direção que dou à minha vida. E confesso que poucas vezes fiz esse exame retrospectivo diário em 2008, ou porque chegava esgotado em casa ou porque rever o que senti no dia, me faria sofrer duplamente, um sintoma claro de que não havia compreendido o que acontecera.
Este ano foi diferente. Não fiquei ansioso como de costume, não planejei metas para 2009. Desta vez não consegui sentir ou ver a linha divisória entre um ano velho e um novo. Passei os últimos dias de 2008 como os primeiros dias de 2009: aguardando apenas por minhas férias. Acredito que deixei para trás um ano desafiador e que de longe, foi um dos que mais aprendi.
Não gosto de criar expectativas imaginárias. Chego em casa após as férias e torço para que essas duas últimas semanas de janeiro durem uma eternidade. Não quero nem imaginar o que me aguarda nos próximos dias, semanas, meses e anos, deixo-os nas mãos de Deus como de costume, mas faço bem a pequena parte que me cabe.
É mais fácil acreditar do que duvidar da vida. No momento sinto como se estivesse em "stand by", aguardando cheio de otimismo e esperança mais um ano de aprendizado e desafios.
Quanto às famosas metas, vou deixá-las para depois. Vou fazer diferente. Vou construí-las à medida que as oportunidades forem surgindo. Fica mais fácil gerenciar projetos quando são construídos sem o compromisso de darem certo.
E meu exame retrospectivo diário, que sempre procuro fazer ao me deitar, tem me rendido boas noites de sono e a certeza gostosa de um missão diária bem conduzida e acabada. Afinal de contas, ainda estou de férias!

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Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

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