sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um final de semana como muitos.

O final de semana parece pequeno diante de tudo que tenho a fazer. Preciso preparar aulas, ler um capítulo, preparar testes, corrigir trabalhos, receber um técnico de informática, fazer feira e ir ao supermercado. Além disso, concluir um relatório e preparar seis avaliações, e tudo tem urgência. Ah! sem contar que almoçarei com meus pais no Domingo, etc.
Tenho essa rotina há muito tempo. Sempre me excedo, sempre me realizo quando estou trabalhando sobre pressão. É sábio usar o tempo a seu favor, submetê-lo aos nossos interesses pessoais e profissionais. O tempo não me escraviza, pois o torno produtivo de alguma forma. Não me sinto bem dentro da ociosidade. Não consigo ter o que fazer e não fazê-lo. Muitas vezes, assumo responsabilidades que não me cabem, por conta de minha impaciência de aceitar o ritmo das pessoas com quem convivo. Fico muito cansado e só paro quando o corpo determina. Já vivi estressado por muitos anos. Me angustiava ver quem amava conduzir sua vida a um beco sem saída, ou estar em rota de colisão, ou ainda, não ter iniciativa.
Tenho revisto continuamente a minha relação com o ser humano. Antes, abominava diferenças, hoje consigo aceitá-las com mais respeito, se bem que luto para não voltar a ser o que era, pois fico muito tentado a interferir. Sou um homem que gosta de realizar, construir, dar um significado prático a tudo que faço e penso. Mas hoje revejo prioridades e paradigmas muito antigos, criados por mim ou introjetados pela minha criação.
Aceito minhas falhas e defeitos, mas não aceito permanecer com eles. Esforço-me para ser melhor, mesmo que surjam novos defeitos. A perfeição é impossível, mas tento ser o melhor que posso. Esse desejo me realiza e sei que posso contar com minha fé em todos os momentos.
Chove muito agora. Vejo pela janela da sala. Desligo o rádio para me concentrar melhor. Já estou com saudades de minha filha que acabei de deixar na escola.
Ontem, cancelei um compromisso para ficar vendo desenhos com ela. E foi bom tê-la em meus braços e vê-la adormecer devagarzinho. Me senti muito poderoso neste momento. Agradeci a Deus pela oportunidade e a confiança que me foram depositadas.
Gostaria de poder escrever um pouco mais sobre minha filha, mas toda vez que tento, minha mente e meu coração trocam rápido de lugar, então...

Um comentário:

ana claudia disse...

" No mundo existem os que choram e os que vendem lenços, vc vende lenços, tenho certeza disso!"

Beijos

Sentido

Sentido
Uma das melhores maneiras de dar um sentido para a vida, é procurar deixar o mundo um pouco melhor do que nós o encontramos. Autor desconhecido

Viver: renúncia, prazer, amor e leveza

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Um professor com alma de aluno.